A Ignorância Governa o País
Enquanto as pessoas de bem não se derem conta de que participar da política partidária é a única saída para modificar o Brasil, não adianta só criticar os desmandos, a licenciosidade, a corrupção, o empreguismo e tudo mais que contribui para o caos moral e econômico.
Apenas assistir, sem participar da vida política do Estado, não resolve nada.
Eu mesmo, quando na vida pública — em razão de minhas atividades como agente do Ministério Público e depois como Magistrado — fui proibido pela Constituição Federal de me filiar a partido político. Embora tenha exercido cargos importantes no Poder Executivo (diretor-geral da Secretaria de Segurança Pública e Secretário de Estado da Justiça), jamais me atrelei a qualquer sigla.
Pelo contrário: no exercício desses cargos sempre agi zelando pelo interesse do Estado, com lealdade aos governantes e atendendo ao interesse público.
E o pior: quando fui convidado a proferir palestras em faculdades, ou quando dei aulas, sempre desestimulei os jovens a entrarem na política, salvo se estivessem dispostos a sofrer críticas e expor o nome da família a escândalos.
Porque a massa política — os profissionais do voto, sempre os mesmos — joga sujo para se eleger.
Hoje, tenho consciência de que mordi a língua, pois, como disse, sem fazer política partidária ninguém muda os destinos de um país.
Com os bons cidadãos e as pessoas instruídas fora do certame eleitoral, tudo fica mais fácil para os caciques da política. Sem concorrentes e sem renovação, esses aproveitadores (nem todos) se perpetuam no poder e dirigem os destinos dos municípios, dos estados e do país.
Sejam bons ou ruins, demagogos ou corruptos, seus nomes permanecem na vitrine dos eleitores, que — sem opção — acabam elegendo sempre os mesmos.
E tais eleitos, uma, duas, ou quantas vezes quiserem, tornam-se espectros nos corredores do poder, barganhando apoios, votos e cargos para si e seus apaniguados. Essa é a fórmula real da soberba safadeza.
Para que a mamata não acabe, os políticos de proa, líderes partidários e autoridades que ocupam, de tempos em tempos, postos-chave da República, batalham sem tréguas para manter o povo na maior ignorância.
Quanto menos estudo, currículos deficientes e cotas que não formam ninguém, mais fácil é para essas populações serem enganadas — ficando à mercê dos piratas do voto, que se perpetuam nos cargos eletivos.
Exemplos? São centenas no país. Por brevidade, cito cinco nomes:
Sarney, Renan, Collor, Antônio Carlos Magalhães e Luiz Ignácio — todos, sem exceção, sempre estiveram por cima da cocada preta, enquanto os habitantes de seus estados amargavam extrema pobreza cultural.
E hoje? Quem está no governo federal?
Gente de baixíssimo nível intelectual, bem mais baixo que o esperto de seu Chefe — pois, se não fosse assim, o Ignácio não seria o que é para essa várzea miúda.
Essa é a realidade nua e crua do Brasil contemporâneo, onde a mediocridade manda e os omissos obedecem.
É preciso, pois, renovar a política com novos nomes, de pessoas íntegras, cultas, inteligentes, que tenham ideias e projetos.
Se não for assim, só restará optar pela maior ignorância: a da tomada do poder pela força, disseminar o ódio e com armas nas mãos…
“O lema é: ‘Renovar ou morrer? Vamos renovar!’
A força bruta e as mentiras são as armas dos ignorantes. Para lutar o bom combate, basta entrar no campo de batalha e enfraquecer os inimigos já conhecidos.
A política é esse palco. Os brasileiros que pensam precisam entrar nessa luta — pelo bem do Brasil!”
