O Lula Lá Na ONU
A ONU perdeu a graça porque foi criada para que as nuvens de guerras se esvaíssem numa mesa de pacificação, porém nada disso aconteceu. Os conflitos, desde o término da II Guerra Mundial, continuam em plena efervescência em todo o mundo. A indústria armamentista agradece a ineficácia dessa instituição, que serve de cabide de empregos, dirigida por bonecos das grandes potências, composta de comissões formadas por políticos e esquerdistas indicados por ditadores e caciques de tribos.
No início, a sede estava prevista para a cidade de São Francisco, na Califórnia, mas posteriormente foi transferida para Nova Iorque, bem ao melhor agrado dos chefes e líderes das grandes nações. Aliás, se o único e majestoso prédio — que é uma grande sinecura — estivesse localizado no deserto da Líbia, com certeza não teria tantos empregados, e nem a Janja chegaria uma semana antes do seu amado Ladrão aportar na Big Apple. Salvo se fizesse coleção de grãos de areia para depois se gabar dessa extravagante e preciosa compra.
Mas não, não mesmo. Ela ama Nova Iorque como toda nova-rica, sortuda e esquerdista por conveniência. É claro, pois quando morava em Ponta Grossa o seu sonho era um bom capitalista de bolso recheado. Com os novos tempos, o esporte preferido da vestal Segunda Dama (a Primeira deixou o posto) é ir às compras na 5ª Avenida, muitas compras, sem se importar com os preços, porque, com cartão corporativo, é o consumidor brasileiro que vai pagar.
E o maridão? Ainda com passaporte diplomático pode pisar no solo norte-americano, ao menos enquanto estiver no governo, porque depois, se não for reeleito, só poderá ser coadjuvante em alguma reunião do partido chinês num país comunista ou na África ditatorial. Hoje, porém, está hospedado num hotel 5 estrelas, capitaneando um cordão de puxa-sacos para lotar o Aerolula da FAB, para abrir a Conferência Anual da ONU com um discurso pra lá de sabido: vai defender com “unhas e dentes” a soberania nacional; vai elogiar com lágrimas de crocodilo a democracia, como fez um dia Idi Amim Dadá; vai chorar as pitangas com os valores das taxas de exportação dos produtos brasileiros impostas pelos Estados Unidos; e vai defender o reconhecimento do Estado da Palestina.
É mole ou quer mais? Talvez proclamar a paz no mundo (visando ganhar o Prêmio Nobel), e dar um puxão de orelhas no Netanyahu (para agradar o Irã). E tudo com a maior cara de pau e cinismo, como se fosse um líder mundial respeitável e ouvido.
Todavia, depois de seu discurso, ele com certeza vai ter que ouvir e aguentar a resposta do Donald. E acho que não será nada protocolar. É esperar para ouvir, mas não no Jornal Nacional, que só vai elogiar o destemor e a postura firme do nosso “descondenado”, e reduzir a pó de traque o caçador de narcotraficantes.
A Gleisi, seu novo namorado, alguns membros do STF, todos os ministros de Estado, o MST e demais simpatizantes do anarquismo da esquerda festiva, além de aplaudirem, vão desfilar nas ruas do país em cordões puxados por cantores e artistas que mamam na Lei Rouanet. Será um espetáculo como o do último domingo.
E o Luiz Ignácio retornará ao Brasil consagrado, no meio de plumas e paetês, mas sem o povo, que sabe de suas mentiras e aguarda a melhor oportunidade para tratá-lo igualzinho à Geni, personagem da famosa música do camarada Buarque...
“Todo ditadorzinho ama falar no microfone: o Fidel, o Hitler, o Chaves, o Mussolini, o Mao e o Stálin, bem como outros de menor expressão, como o Luiz Ignácio, porque eles hipnotizam com suas lábias os incautos e ignorantes. Eles são os professores dos estelionatários, porque vendem mentiras para receberem o Poder. São perigosos, daninhos e cruéis.”
