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Ago07

A Fantástica História de Um Presente

Escrito por Edson Vidal Categorias // Flagrantes do mundo jurídico Lidos 64

Ontem, 06 de agosto de 2.017, domingo.

Depois dos últimos acontecimentos políticos ocorridos no país, com a consequente permanência do Temer e a lição de moral do Jucá no Requião (o roto falando do esfarrapado), achei melhor contar uma história para entreter e desanuviar o domingo dos meus fiéis leitores. Acreditem ou não, a narrativa é verdadeira.

Quando conclui o Curso de Direito na PUC, há cinquenta anos, meu saudoso pai com muito sacrifício deu-me de presente um relógio folheado de ouro, da marca Ômega, com uma pulseira maciça de ouro de 18 quilates. Tudo porque recusei o anel de formando, de rubi, que nunca tive porque não pretendia usá-lo na minha vida profissional. O presente que recebi embora valioso tivesse para mim também um valor afetivo e só passei a usá-lo nos primeiros anos, principalmente quando residia no interior do Paraná. Foi em Umuarama que aconteceu o primeiro fato digno de nota.

Com o relógio no pulso acidentalmente bati com o mesmo em uma cerca de madeira, quando saía da casa do Juiz Airton José Saldanha, meu amigo, ocasião em que o núcleo do relógio desmontou e as peças da engrenagem caíram no chão de grama. Com cuidado recuperei todas as peças que foram acondicionadas em um saco plástico. Foi inusitado o que aconteceu. Na semana seguinte minha esposa levou o relógio para o conserto, numa joalheria da Av. Paraná, no centro da cidade.

O relojoeiro remeteu apenas o relógio, não a pulseira, para ser consertado em São Paulo. Duas ou três semanas depois o meu presente voltou ao meu pulso. Anos depois vim promovido para Curitiba (abril/1.980). Passei a usar o relógio apenas em ocasiões especiais. Certo dia quando fui retirá-lo do cofre para ir a um casamento, minha mulher notou que o relógio estava com uma cor diferente. A parte externa folheada a ouro tinha sido substituída por um material dourado que perdeu o brilho. Não pude mais usá-lo.

Em substituição comprei um relógio Election, também de ouro. Na véspera de uma viagem para o Rio de Janeiro com a família, fui numa festa de e usei referida joia. Na volta, cansado, o relógio foi esquecido em cima de um criado mudo. Na volta da viagem é que foi dado falta do relógio, pois o mesmo não estava no cofre. Ele sumiu! Na época minha mulher tinha uma empregada que trabalhava em nossa casa há muitos anos e uma diarista que prestava serviços dois dias na semana.

Esta trabalhava há mais ou menos uns seis meses. E daí? O que fazer? Sem estardalhaço a diarista foi dispensada. Permaneceu o mistério de onde foi parar o relógio e a pulseira de ouro. Passados uns três ou quatro anos o meu filho mais velho foi jogar futebol e acabou machucando o pé. Tinha visita em casa. Ele chegou e pediu para a empregada uma pomada para passar na parte lesionada.

Esta lhe disse que no banheiro havia uma caixa e dentro dela um tubo de Calminex. Ele foi ao banheiro, abriu a caixa e dentro dela estava o relógio e a pulseira de ouro! Novamente o valioso objeto foi para o fundo do cofre. Tempos depois, uma nova festa foi colocar meu relógio no pulso e a pulseira não fechou.

Eu tinha engordado e a pulseira de ouro estava apertada. Levei meu relógio e a pulseira na Joalheria Mercês, localizada ao lado da Igreja do mesmo nome, de propriedade de um italiano, meu amigo de longa data. Pedi-lhe para aumentar o tamanho da pulseira. Na semana seguinte li na Gazeta do Povo que a joalheria tinha sido assaltada e o seu dono tinha sido atingido por tiros disparados pelos ladrões.

Seu estado de saúde era grave. Os bandidos fizeram a "limpa" no estabelecimento. Logo pensei: perdi meu relógio!

Deixei passar umas duas ou três semanas e me dirigi à joalheria apenas para me certificar do pior.

Foi o filho do italiano que me atendeu sorridente:
- Freguês, o seu relógio foi a única peça recuperada pela polícia!

Quase não acreditei no que eu ouvi. Ele contou que os assaltantes levaram sacolas de joias e que o meu relógio caiu de uma delas, no espaço entre os bancos dianteiros do veiculo usado para a fuga, sendo que este foi substituído por outro carro. A polícia apreendeu o veículo da fuga e acabou achando o relógio! A História parece inacreditável e fruto da minha fértil imaginação. Mas juro que foi verdade. Sem um só pingo de mentira! Acredite se quiser!

"Tem fatos que acontecem na vida que às vezes é difícil de acreditar. Dá medo contar para estranhos e ser chamado de mentiroso. Mas uma coisa é certa: o impossível também acontece. É por isto que ousei contar a história do meu presente de formatura!”
Edson Vidal Pinto

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